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Como o RFID funciona na gestão patrimonial pública (passo a passo)
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Como o RFID funciona na gestão patrimonial pública (passo a passo)

Conectaa Sistemas · · 3 min de leitura

O que é RFID, em resumo

RFID (Radio Frequency Identification, ou Identificação por Radiofrequência) é uma tecnologia que permite identificar, rastrear e gerenciar objetos sem contato físico e sem necessidade de linha de visada direta. Cada bem recebe uma etiqueta eletrônica (tag) que emite um sinal de rádio único, capturado por leitores especializados a distâncias de centímetros até vários metros, dependendo da frequência utilizada.

A tecnologia existe desde os anos 1940, mas ganhou maturidade e acessibilidade de custo nas últimas duas décadas. Hoje, é amplamente adotada em logística, varejo, saúde e, cada vez mais, na gestão patrimonial do setor público brasileiro.

Como o RFID funciona na gestão patrimonial

O processo se divide em quatro etapas principais:

1. Etiquetagem (Tagging)

Cada bem patrimonial, como computador, móvel, equipamento ou veículo, recebe uma tag RFID fixada de forma permanente. A tag armazena um código único que corresponde ao registro do bem no sistema de gestão.

2. Leitura (Reading)

Leitores RFID (handhelds portáteis ou portais fixos) capturam os sinais das tags a distância. Um único leitor pode identificar centenas de itens por minuto sem precisar apontar para cada um individualmente, ao contrário do código de barras, que exige leitura item a item.

3. Processamento

Os dados coletados são transmitidos em tempo real para o sistema de gestão patrimonial. O software confronta automaticamente o inventário físico com o cadastro, apontando divergências, bens não localizados ou itens em locais indevidos.

4. Controle contínuo

Com portais instalados em entradas e saídas, o sistema registra automaticamente cada movimentação de bens, eliminando a dependência de processos manuais e reduzindo drasticamente erros e fraudes.

Por que órgãos públicos adotam RFID?

O setor público apresenta desafios específicos que tornam o RFID particularmente valioso:

  • Volume elevado de bens: órgãos federais e estaduais gerenciam dezenas ou centenas de milhares de itens patrimoniais distribuídos em múltiplos andares, prédios e cidades.
  • Distribuição geográfica: bens espalhados por diferentes localidades dificultam inventários tradicionais, que exigem deslocamento de equipes e paralisação de atividades.
  • Conformidade legal: o Decreto 99.658/1990, a IN SEGES 05/2017 e as normas do TCU exigem inventários periódicos, conciliação contábil e controle rigoroso de tombamento.
  • Pressão de auditoria: a ausência de controle efetivo resulta em achados do TCU e TCE, recomendações de ressarcimento ao erário e responsabilização de gestores.

RFID vs Código de Barras vs Inventário Manual

CritérioRFIDCódigo de BarrasManual
Velocidade de inventárioAlta (centenas/min)Média (1 item/vez)Baixa
Necessidade de linha de visadaNãoSimSim
Leitura simultânea de múltiplos itensSimNãoNão
Resistência a danos físicosAltaBaixa-médiaN/A
Custo por tagMédioBaixoN/A
Custo operacional de inventárioMuito baixoMédioAlto
Integração com sistema em tempo realSimParcialNão

O caminho para a modernização

A adoção do RFID não elimina o sistema de gestão patrimonial; ela o potencializa. A tecnologia captura os dados; o software os transforma em informação gerencial acionável: onde cada bem está, quem é o responsável, qual o estado de conservação e qual o valor contábil atualizado.

Para instituições públicas que lidam com legislação rigorosa e pressão crescente por eficiência, RFID deixou de ser inovação para se tornar necessidade operacional.


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Tags

#rfid#gestao-patrimonial#setor-publico#tecnologia

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